Uncategorized

Depois de voltar a ser unanimidade com a população por indiretamente ser responsável pela operação Erga omnes, Amom agora entra com ofício pedindo a federalização das investigações

Amom Mandel pede federalização das investigações da Operação Erga Omnes

Para o deputado, a atuação do grupo criminoso em ao menos sete estados, aliada à origem transfronteiriça dos entorpecentes e à utilização sistemática de empresas de fachada para circulação de recursos ilícitos, justificam a medida

O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) pediu a federalização das investigações relacionadas à organização criminosa investigada na Operação Erga Omnes. Em Ofício encaminhado à Procuradoria-Geral da República, nesta terça-feira (24), o parlamentar destaca que a dimensão dos fatos ultrapassa a esfera repressiva estadual não apenas pela ramificação interestadual das atividades criminosas.

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Amazonas, o grupo era estruturado de forma hierarquizada, com atuação interestadual. Na última sexta-feira (20), foram executados 14 mandados de prisão no âmbito da Operação Erga Omnes, sendo oito no Estado do Amazonas, além de 24 mandados de busca e apreensão distribuídos em mais sete estados.

Para Amom, a atuação do grupo em ao menos sete unidades da Federação, aliada à origem transfronteiriça dos entorpecentes — notadamente na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru — bem como à utilização sistemática de empresas de fachada para circulação de recursos ilícitos,justificam a federalização das investigações.

“A complexidade dos fatos e área de atuação desse grupo criminoso, apontados na investigação da Polícia Civil do Amazonas, exige um trabalho coordenado das forças de segurança pública dos Estados do Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí, além do próprio Amazonas, em razão da ramificação das movimentações financeiras e da articulação operacional do grupo nesses estados”, avalia o deputado.

Ele destaca, porém, que pedir a federalização não é desmerecer o trabalho realizado pela Polícia Civil do Amazonas, mas sim, reconhecer a gravidade da situação apontada nas investigações e somar forças.

“A PC-AM está fazendo um trabalho excelente, técnico e corajoso. Federalizar, aqui, é juntar time para enfrentar um adversário comum que é grande, organizado e não joga limpo. Quando a investigação aponta ramificações que atravessam fronteiras, envolvem rotas internacionais e tentam capturar instituições, a resposta precisa ser integrada, com mais estrutura, mais inteligência e mais proteção da prova”, avalia.

Desde o ano de 2022, Amom vem formalizando denúncias, requerimentos e manifestações públicas sobre a possível infiltração de organizações criminosas em estruturas do poder público estadual e municipal.

Ainda como vereador, Amom apresentou denúncias sobre possíveis conexões entre grupos criminosos e estruturas da administração municipal. Já como deputado federal, sistematizou informações em um dossiê que apontava indícios de envolvimento de facções com contratos e decisões administrativas da Prefeitura de Manaus. O material foi entregue à Polícia Federal e a órgãos de controle.

Entre os nomes citados em investigações que vieram a público nesta sexta-feira está o de Anabela Cardoso de Freitas, apontada como pessoa de extrema confiança do prefeito David Almeida e indicada por ele para integrar comissão de licitação responsável por aprovar pagamentos de serviços municipais.

Para Amom, a Operação Erga Omnis representa o início de um longo processo para desarticular o crime organizado que cria tentáculos em várias instâncias de poder. O deputado reforçou que seguirá acompanhando o caso e cobrando transparência nas investigações.

Screenshot

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *